07 outubro 2008

Sexta-Feira

Foi quase que sem querer que acabei entrando naquela casa noturna. Ainda estava brabo quando entrei, pois há pouco tive mais uma frustração da minha sexta-feira frustrante. Permaneci brabo, dentro de um lugar que a principio eu não queria estar, com pessoas que nem de longe imaginei que estaria e ouvindo musicas que no meu ponto de vista estavam péssimas.

Lembro de ter desviado o olhar de uma cena que pouco me interessava quando encontro um par de olhos brilhantes olhando para mim. Senti-me subitamente invadido por uma vontade quase que incontrolável de correr em direção aos olhos brilhantes e dizer o quanto eu gostaria que naquela noite de sexta-feira frustrante o brilho daqueles olhos fosse para mim.

Como uma criança que quer muito subir na árvore, mas morre de medo da altura, fiquei ali, olhando... Sentindo-me bobo em certos momentos por ter conseguido me controlar. Acabei perdendo o impulso do meu lado inconseqüente.

Do nada, os meus acompanhantes resolveram que era hora de ir embora. Como eu ainda estava com aquela imagem dos olhos brilhantes na cabeça, resolvi não acompanhá-los... Já que a sexta-feira estava frustrante até aquele momento eu resolvi ir contra os princípios e fiquei ali... Sem conhecer ninguém na festa. Dali pra frente só tinha um caminho a seguir: os olhos brilhantes.

Voltei pra pista, pensando em como conquistar aqueles olhos brilhantes. Pensei em simplesmente falar o quanto me encantei com aquele olhar, mas isso não seria o suficiente. Um par de olhos tão lindos como aqueles não seria fisgado com um papo tão bobo assim... No caminho para a pista, passei pelo grupo de amigos onde a figura principal já tinha se adonado de toda a minha atenção. Passei por eles com a clara intenção de ser notado, mas nem eu me notei naquela hora... Só tinha olhos para os olhos brilhantes daquela pessoa.

Passada quase meia hora, estava começando a me achar um idiota por ter ficado numa festa por alguém que tinha ido embora. Pelo menos a musica estava boa, dava para dançar e pensar em alguma coisa para dizer ASSIM que o visse... Se é que eu veria de novo. E nem o nome eu tinha perguntado... Meu deus, que idiota que eu fui!

Um milhão e meio de coisas que me chamaram a atenção nele: o porte físico, a estatura, a dança! Como rebola aquela pessoa. Extremamente sexy, sensual, empolgante! De repente, abro os olhos e meu coração pula pra garganta!

Ali, na minha frente está a figura. Dançando a menos de um metro de mim, por sorte ou por intenção, mas ali! Meu coração batia de forma descompassada e eu não sabia o que fazer, ele não estava mais olhando para mim. Fiquei meio confuso, achei que tinha perdido a oportunidade. Então eu leio nos lábios dele que ele vai ao banheiro secar o rosto. Essa era a chance! Iria falar com a amiga dele que há tempos falava no ouvido dos dois e muitas vezes olhava para mim.
Muito constrangido resolvi entrevistar a garota:
- Oi, teu amigo ta solteiro?
- Que amigo? – disse a garota.
- O que foi secar o rosto!
––– cara de espanto! –––
- Sim! Os dois estão solteiros. – responde.
- E o que foi no banheiro, é difícil? – pergunta idiota (¬¬)
- Hahahaha! Não, ele também esta te cuidando.
- Ah! Que bom! Obrigado!

Não sei quanto tempo se passou, eu fiquei ali, vendo aquele rosto, os olhos brilhantes... De repente, a amiga encontrou um conhecido... Que coincidentemente eu também conheço. Até aí tudo bem, mas não parou por aí. A moça usa da bendita educação e apresenta o tal conhecido aos outros dois amigos.
Minha cara deve ter sido tão apavorante que a menina veio correndo em minha direção perguntando meu nome e se eu queria ser apresentado ao rapaz.

Disse que sim na mesma hora e ela foi buscá-lo. Só consegui ouvir ela me apresentar e dizer qualquer coisa como “falem” ou “conversem” e logo tive a sensação de que só existíamos nós em toda a pista.

O nome, de origem hebraica que tem o significado de ‘Deus no coração do homem puro’ simplesmente me encantou. A altura, a presença, o cheiro, o brilho... Lindo visto de todos os ângulos. Que beijo! Que pele! Cada detalhe, cada curva do corpo, cada afago, aperto, carinho, fungada ou até um simples toque. Tudo era gostoso, quente, romântico e muito empolgante.

Depois de tanto medo de levar um fora tudo me pareceu ter valido a pena. Acredito ter conquistado também pela minha vergonha. Parece bobagem, mas não muito chegado em levar um não e muitas vezes perdi oportunidades porque o medo me impedia de tentar. Devo agradecer ao anjo (que depois fiquei sabendo que se chama Hélen) por ter feito o trabalho de um de nós dois e ter tomado a iniciativa.

Aquela sexta-feira frustrante, que tinha tudo para ser uma catástrofe, deu espaço a uma madrugada de sábado espetacular. Tudo valeu à pena, cada pensamento, cada beijo, cada toque, cada detalhe fez a diferença para que eu quisesse ter tudo de novo. Pelo menos mais uma vez, mesmo que no fundo eu desejasse muitas vezes mais.

30 julho 2008

O valor de uma amizade. (Valor? Quantificar? Melhor não!)

Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.

19 fevereiro 2008


Não costumo escrever mais, acho que perdi o hábito de alimentar as linhas fúteis que redigia, talvez por medo do que elas representavam para mim, talvez por covardia insana ou mera preguiça. E sinto tanta falta delas, bem como tenho sentido uma imensa saudade de outras coisas, fatos, pessoas, momentos e até odores e sabores que acredito, nunca mais irei resgatar.
Sinto que essa distância além de renovadora, também é explicitamente um tempo para repensar alguns princípios, digamos que, um tempo que tirei para mim, mas que não dedico, de fato, a mim.
Tenho perdido tempo com futilidades, não tenho conseguido me concentrar em algo que determino, talvez por isso, talvez por aquilo.
Não acredito mais em sentenças literárias, não tenho mais fé em coisas que escrevo, não consigo mais acreditar piamente em ninguém, nem em mim.
Ando com minha auto-estima ensimesmada, meio meio, mais pra lá do que pra cá. Já não sei mais se me acho feio ou horroroso, estranho ou ridículo, chato ou insuportável.
Quem me lê sempre pensrá que me encontro frente a um abismo, prestes a me precipitar no ar, como um suicida que não encontra mais saídas e resolve, desesperadamente, em um ato covarde e único, privar-se de sua medíocre condição de vivo, porém, essa forma de expressão é a que mais me liberta, onde não tenho obrigações, conceitos, apenas estilo e verve. Não quero expressar nenhuma idéia a grandes massas, quero apenas desabafar comigo mesmo, buscar o entendimento que conheço, apenas nao encontro.
Todas essas situações novas (relativamente novas) me colocam em uma situação delicada. Talvez eu tenha nascido para ser só, para levar a vida sem companhias. Conto apenas (e ainda, por sorte) com uma única e intangível presença perene que é a de meu amigo, caro amigo, para o qual escrevo agora essas abjetas frases obscuras.
Mesmo assim, essa distância que PARECE me separar inclusive dele, me faz pensar se essas coisas não são única e exlusivamente loucas idéias de solidão que me surgem frente aos olhos da alma.
Espero mesmo que sejam apenas impressões falhas e mentirosas de um mundo de imprecações e sofrimentos que criei para me esconder da felicidade.
Ich liebe dich, amigo!


01 fevereiro 2008

Meu tempo pra mim

Desde muito pequeno, tinha problemas de auto-estima baixa além de não confiar plenamente em meu potencial – qualquer que fosse o assunto. Tive muitos problemas de saúde durante minha infância. Todos eles desencadeados graças ao estado frágil do meu psicológico.
Por um tempo tive medo de crescer. Achava que todos os adultos eram iguais. Que sempre haveria coisas que os adultos fariam para deixas as crianças tristes. Eu não queria ser mais um monstro.
O tempo passou e minha vida mudou muito muitas vezes e até hoje ainda me sinto um pouco desnorteado, perdido e sem rumo.
Descobri que nesse mundo a pessoa mais importante pra mim sou eu, e que eu tenho que me amar para que outras pessoas possam fazer isso também.
Em julho do ano passado, tomei decisões que mudaram mais uma vez a minha vida. Decidi que me amaria. Decidi que eu faria tudo que estivesse ao meu alcance (e mais além) para me sentir bem comigo mesmo.
Hoje finalmente posso dizer que estou feliz comigo. Com o rumo que minha vida está tomando, com as novidades que acontecem praticamente a cada segundo. Estou feliz de ter dado todos os passos até aqui. Isso tudo me provou que sou tão capaz (ou até mais) quanto qualquer outra pessoa.
Minha vida amorosa continua uma verdadeira piada. Acho que não tenho mais paciência para procurar o príncipe encantado, a metade da minha laranja ou a tampa da minha panela. Quero mesmo é cuidar de mim e se por acaso o príncipe estiver passando por perto, ele que venha falar comigo.
Como já disse, estou ocupado de mais comigo para perder tempo procurando alguém. Não vou mais enfiar os pés pelas mãos. As coisas mais calmamente planejadas têm uma tendência quase que natural para dar certo.

09 agosto 2007

O poder das palavras

Já pensou sobre o poder de algumas palavras? Já se imaginou falando alguma coisa que nunca falaria? Já pensou no que essas palavras acarretariam?

Muitas pessoas tem medo de falar o que pensam, seja por submissão ou porque simplesmente não se importam com o que pensam. Já outras, querem sempre ser ouvidas e muitas vezes, pela afobação de poder falar, falam sem pensar.

Seguindo a linha de raciocínio, exitem dois tipos de palavras e dois tipo de momentos, podendo gerar até quatro situações.

1. Palavras certas no momento certo.
2. Palavras certas no momento errado.
3. Palavras erradas no momento certo.
4. Palavras erradas no momenrto errado.

Acho que todos devem concordar que com exceção da primeira situação, todas nunca tem hora para ocorrerem, e pode-se dizer também que ocorrem com demasiada frequancia...

Muitas vezes podemos achar que estamo falando a coisa certa, pra pessoa certa, no momento certo e num piscar de olhos notamos que tudo está completamente errado. A pessoa definitivamente não é a certa, já que acabou de conhecer. O momento então, não poderia ser pior - deixar o fogo controlar os nossos movimentos não da muito certo. E as palavras? Bom, essas sim vieram completamente do avesso.

Uma palavra - ou um conjunto delas - pode gerar confusão, ilusão, alegria, medo, desejo e até mesmo (considerando as situações mais ocorridas) decepção.

Sim, estou decepcionado.
Sim, estou me sintindo 'usado'
Sim, eu to triste por causa disso.

Não porque simplesmente não tenho nenhuma notícia, não falo, não sou procurado. Mas por ter mais uma vez deixado que certas palavras mexessem comigo da forma mais insensível e inconsequente possível... Desculpa 'Eu', acabei me maltratando de novo.