Na verdade, amar é uma necessidade, e a maior recompensa é ser amado. Assim como você tem necessidade de se alimentar, de ser alguém, de tocar e ser tocado. O amor é sábio o bastante para ensinar alguém à amar, mesmo que tenhamos perdas, mesmo que sintamos dor, mesmo que nossas forças se esgotem de tanto amar, o amor por si faz com que sigamos em frente querendo cada vez mais e mais nos apaixonar.
Já havia perguntado uma vez sobre a existência de um outro romântico, essa pergunta me proporcionou uma resposta simples que modificou toda a minha estrutura. Então reparei que eu estava sendo egoísta. Querer o amor todo do mundo só para mim, me auto intitulando o último romântico vivo. Tolice a minha.
Se para ser romântico e poder amar deve-se ser poeta, sou um fracasso com amor. E nesse ponto entra a maravilhosa ‘fugida’ da rotina. Ninguém nasce sabendo beijar, sabendo acariciar, nem mesmo sabendo amar. O amor ensina isso. Quando éramos pequenos, nossos corações batiam mais forte quando aquela pessoa passava perto de nós. Nosso estômago gelava quando tínhamos a dúvida se deveríamos chegar ou não. E a mesma pergunta que me afastou de inúmeras pessoas: E quando estiver frente a frente, o que vou dizer? Eu nunca soube, por que nunca arrisquei.
Agente aprende a amar. Assim como aprendemos a caminhar e andar de bicicleta. Coisas que nunca mais esquecemos, mas sempre corremos o risco de tropeçar em uma pedra e irmos ao chão. Assim como tu vou citar um poeta: Shakespeare disse em um de seus mais lindo poemas:
O Futuro tem costume de cair em meio ao vão, se não fosse o medo de tentar.
Sem medo, vamos nos entregar ao amor e deixar que ele nos ensine o que precisamos aprender, sempre sendo eternos apaixonados pela vida, pelo amor.
17 Outubro 2005
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