E o calor, vem desumano...“
Tum tum! Tum tum! Bate meu coração. O mesmo que tu sentes quando me prendo a ti. O mesmo que, com um simples pensamento, passa a bater desesperadamente. (tum tum tum tum tum tum tum tum...)
Penso que na verdade, não é tão simples este pensamento. As horas que se passam até eu conseguir controlar esses súbitos e gostosos taquicardias são banhadas de uma ânsia tão grande de ter, ser, ver...
Tocar, beijar e envolver também fazem parte destes momentos. Todos os sentimentos me afloram como se aquele fosse o real sentido da existência. O único motivo de estar.
O espaço que há entre o céu e a terra já foi divagado por Shakespeare. Mas este espaço parece ter um significado muito claro para mim. Porém ainda não tenho como expor em palavras, só em gestos e sentimentos.
A teórica necessidade de prover o que existe de mais belo para o próximo. O simples objetivo de conter lembranças e marcas de um bom tempo que passamos juntos. A verdadeira e necessária sina por sentir o toque e o cheiro que nos remete aos mais preciosos momentos da vida.
A aceleração do meu coração se dá devido ao excesso de prazer que me proporcionas com o maravilhoso fato de existir. Para mim e para o mundo, para ti e para todos. Transformando os momentos mais simples em lembranças mágicas de horas a fio acordados. Até mesmo dormindo me oferece pensamentos divinos, simples e complexos.
Tanto tenho para falar, mas seria tão mais vivo se na sua frente fosse. Cara-a-cara, frente-a-frete.
“És manhã na natureza das fores...”
És motivo de batimentos acelerados e rítmicos que só produzem um som...
tum tum tum tum tum tum tum...