Foi quase que sem querer que acabei entrando naquela casa noturna. Ainda estava brabo quando entrei, pois há pouco tive mais uma frustração da minha sexta-feira frustrante. Permaneci brabo, dentro de um lugar que a principio eu não queria estar, com pessoas que nem de longe imaginei que estaria e ouvindo musicas que no meu ponto de vista estavam péssimas.
Lembro de ter desviado o olhar de uma cena que pouco me interessava quando encontro um par de olhos brilhantes olhando para mim. Senti-me subitamente invadido por uma vontade quase que incontrolável de correr em direção aos olhos brilhantes e dizer o quanto eu gostaria que naquela noite de sexta-feira frustrante o brilho daqueles olhos fosse para mim.
Como uma criança que quer muito subir na árvore, mas morre de medo da altura, fiquei ali, olhando... Sentindo-me bobo em certos momentos por ter conseguido me controlar. Acabei perdendo o impulso do meu lado inconseqüente.
Do nada, os meus acompanhantes resolveram que era hora de ir embora. Como eu ainda estava com aquela imagem dos olhos brilhantes na cabeça, resolvi não acompanhá-los... Já que a sexta-feira estava frustrante até aquele momento eu resolvi ir contra os princípios e fiquei ali... Sem conhecer ninguém na festa. Dali pra frente só tinha um caminho a seguir: os olhos brilhantes.
Voltei pra pista, pensando em como conquistar aqueles olhos brilhantes. Pensei em simplesmente falar o quanto me encantei com aquele olhar, mas isso não seria o suficiente. Um par de olhos tão lindos como aqueles não seria fisgado com um papo tão bobo assim... No caminho para a pista, passei pelo grupo de amigos onde a figura principal já tinha se adonado de toda a minha atenção. Passei por eles com a clara intenção de ser notado, mas nem eu me notei naquela hora... Só tinha olhos para os olhos brilhantes daquela pessoa.
Passada quase meia hora, estava começando a me achar um idiota por ter ficado numa festa por alguém que tinha ido embora. Pelo menos a musica estava boa, dava para dançar e pensar em alguma coisa para dizer ASSIM que o visse... Se é que eu veria de novo. E nem o nome eu tinha perguntado... Meu deus, que idiota que eu fui!
Um milhão e meio de coisas que me chamaram a atenção nele: o porte físico, a estatura, a dança! Como rebola aquela pessoa. Extremamente sexy, sensual, empolgante! De repente, abro os olhos e meu coração pula pra garganta!
Ali, na minha frente está a figura. Dançando a menos de um metro de mim, por sorte ou por intenção, mas ali! Meu coração batia de forma descompassada e eu não sabia o que fazer, ele não estava mais olhando para mim. Fiquei meio confuso, achei que tinha perdido a oportunidade. Então eu leio nos lábios dele que ele vai ao banheiro secar o rosto. Essa era a chance! Iria falar com a amiga dele que há tempos falava no ouvido dos dois e muitas vezes olhava para mim.
Muito constrangido resolvi entrevistar a garota:
- Oi, teu amigo ta solteiro?
- Que amigo? – disse a garota.
- O que foi secar o rosto!
––– cara de espanto! –––
- Sim! Os dois estão solteiros. – responde.
- E o que foi no banheiro, é difícil? – pergunta idiota (¬¬)
- Hahahaha! Não, ele também esta te cuidando.
- Ah! Que bom! Obrigado!
Não sei quanto tempo se passou, eu fiquei ali, vendo aquele rosto, os olhos brilhantes... De repente, a amiga encontrou um conhecido... Que coincidentemente eu também conheço. Até aí tudo bem, mas não parou por aí. A moça usa da bendita educação e apresenta o tal conhecido aos outros dois amigos.
Minha cara deve ter sido tão apavorante que a menina veio correndo em minha direção perguntando meu nome e se eu queria ser apresentado ao rapaz.
Disse que sim na mesma hora e ela foi buscá-lo. Só consegui ouvir ela me apresentar e dizer qualquer coisa como “falem” ou “conversem” e logo tive a sensação de que só existíamos nós em toda a pista.
O nome, de origem hebraica que tem o significado de ‘Deus no coração do homem puro’ simplesmente me encantou. A altura, a presença, o cheiro, o brilho... Lindo visto de todos os ângulos. Que beijo! Que pele! Cada detalhe, cada curva do corpo, cada afago, aperto, carinho, fungada ou até um simples toque. Tudo era gostoso, quente, romântico e muito empolgante.
Depois de tanto medo de levar um fora tudo me pareceu ter valido a pena. Acredito ter conquistado também pela minha vergonha. Parece bobagem, mas não muito chegado em levar um não e muitas vezes perdi oportunidades porque o medo me impedia de tentar. Devo agradecer ao anjo (que depois fiquei sabendo que se chama Hélen) por ter feito o trabalho de um de nós dois e ter tomado a iniciativa.
Aquela sexta-feira frustrante, que tinha tudo para ser uma catástrofe, deu espaço a uma madrugada de sábado espetacular. Tudo valeu à pena, cada pensamento, cada beijo, cada toque, cada detalhe fez a diferença para que eu quisesse ter tudo de novo. Pelo menos mais uma vez, mesmo que no fundo eu desejasse muitas vezes mais.
Lembro de ter desviado o olhar de uma cena que pouco me interessava quando encontro um par de olhos brilhantes olhando para mim. Senti-me subitamente invadido por uma vontade quase que incontrolável de correr em direção aos olhos brilhantes e dizer o quanto eu gostaria que naquela noite de sexta-feira frustrante o brilho daqueles olhos fosse para mim.
Como uma criança que quer muito subir na árvore, mas morre de medo da altura, fiquei ali, olhando... Sentindo-me bobo em certos momentos por ter conseguido me controlar. Acabei perdendo o impulso do meu lado inconseqüente.
Do nada, os meus acompanhantes resolveram que era hora de ir embora. Como eu ainda estava com aquela imagem dos olhos brilhantes na cabeça, resolvi não acompanhá-los... Já que a sexta-feira estava frustrante até aquele momento eu resolvi ir contra os princípios e fiquei ali... Sem conhecer ninguém na festa. Dali pra frente só tinha um caminho a seguir: os olhos brilhantes.
Voltei pra pista, pensando em como conquistar aqueles olhos brilhantes. Pensei em simplesmente falar o quanto me encantei com aquele olhar, mas isso não seria o suficiente. Um par de olhos tão lindos como aqueles não seria fisgado com um papo tão bobo assim... No caminho para a pista, passei pelo grupo de amigos onde a figura principal já tinha se adonado de toda a minha atenção. Passei por eles com a clara intenção de ser notado, mas nem eu me notei naquela hora... Só tinha olhos para os olhos brilhantes daquela pessoa.
Passada quase meia hora, estava começando a me achar um idiota por ter ficado numa festa por alguém que tinha ido embora. Pelo menos a musica estava boa, dava para dançar e pensar em alguma coisa para dizer ASSIM que o visse... Se é que eu veria de novo. E nem o nome eu tinha perguntado... Meu deus, que idiota que eu fui!
Um milhão e meio de coisas que me chamaram a atenção nele: o porte físico, a estatura, a dança! Como rebola aquela pessoa. Extremamente sexy, sensual, empolgante! De repente, abro os olhos e meu coração pula pra garganta!
Ali, na minha frente está a figura. Dançando a menos de um metro de mim, por sorte ou por intenção, mas ali! Meu coração batia de forma descompassada e eu não sabia o que fazer, ele não estava mais olhando para mim. Fiquei meio confuso, achei que tinha perdido a oportunidade. Então eu leio nos lábios dele que ele vai ao banheiro secar o rosto. Essa era a chance! Iria falar com a amiga dele que há tempos falava no ouvido dos dois e muitas vezes olhava para mim.
Muito constrangido resolvi entrevistar a garota:
- Oi, teu amigo ta solteiro?
- Que amigo? – disse a garota.
- O que foi secar o rosto!
––– cara de espanto! –––
- Sim! Os dois estão solteiros. – responde.
- E o que foi no banheiro, é difícil? – pergunta idiota (¬¬)
- Hahahaha! Não, ele também esta te cuidando.
- Ah! Que bom! Obrigado!
Não sei quanto tempo se passou, eu fiquei ali, vendo aquele rosto, os olhos brilhantes... De repente, a amiga encontrou um conhecido... Que coincidentemente eu também conheço. Até aí tudo bem, mas não parou por aí. A moça usa da bendita educação e apresenta o tal conhecido aos outros dois amigos.
Minha cara deve ter sido tão apavorante que a menina veio correndo em minha direção perguntando meu nome e se eu queria ser apresentado ao rapaz.
Disse que sim na mesma hora e ela foi buscá-lo. Só consegui ouvir ela me apresentar e dizer qualquer coisa como “falem” ou “conversem” e logo tive a sensação de que só existíamos nós em toda a pista.
O nome, de origem hebraica que tem o significado de ‘Deus no coração do homem puro’ simplesmente me encantou. A altura, a presença, o cheiro, o brilho... Lindo visto de todos os ângulos. Que beijo! Que pele! Cada detalhe, cada curva do corpo, cada afago, aperto, carinho, fungada ou até um simples toque. Tudo era gostoso, quente, romântico e muito empolgante.
Depois de tanto medo de levar um fora tudo me pareceu ter valido a pena. Acredito ter conquistado também pela minha vergonha. Parece bobagem, mas não muito chegado em levar um não e muitas vezes perdi oportunidades porque o medo me impedia de tentar. Devo agradecer ao anjo (que depois fiquei sabendo que se chama Hélen) por ter feito o trabalho de um de nós dois e ter tomado a iniciativa.
Aquela sexta-feira frustrante, que tinha tudo para ser uma catástrofe, deu espaço a uma madrugada de sábado espetacular. Tudo valeu à pena, cada pensamento, cada beijo, cada toque, cada detalhe fez a diferença para que eu quisesse ter tudo de novo. Pelo menos mais uma vez, mesmo que no fundo eu desejasse muitas vezes mais.
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